| Preghiere |
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Página 1 de 8 Meus nonos eram pessoas simples e puras que viam Deus em todas as coisas. E assim eram todos os nossos nonos: simples, doces, coração grande, donos de uma bondade sem fim e de uma alegria que deixavam transbordar no abraço, no afeto, na convivência diária. Minha nona Julia, quase como todas as nonas, usava lenço no cabelo, que parecia inseparável, pois não lembro de tê-la visto sem. Usava sempre vestidos escuros e quando eu a olhava, ficava sonhando com vestidos cor de lua. Guardei na memória o longo caminho percorrido até o tanque, pois a água não chegava até a casa: grandes cestos cheios de roupa, tamancos de madeira, o suor escorrendo pela face. Buscar água no poço, depenar as galinhas que faziam as penas voarem como flocos de neve indo parar na cabeça, colorindo o inseparável lenço escuro.
E não posso esquecer meu nono Mauricio, porque ele lia pequenos trechos do Naneto Pipeta e a cada pequeno trecho me olhava, sorria e dizia: fao punto e basta. Então ele me olhava e ria um riso leve como interrogando se eu havia entendido o dialeto.Eram patrões de uma grande vitalidade, uma grande vontade de viver e uma coragem indomável. Não consigo, através desses encontros de gerações na memória, confrontá-los com a minha fragilidade. Eles foram soberanos. Mas ainda não é momento de olhar pra trás e olhar a estrada percorrida. ‘ A mesma grandeza sem manchas e sem remorsos aos nossos filhos vivos, assim como aos nossos antepassados mortos’. ( Victor Hugo ) PREGHIERE Data- janeiro 2001 PREGHIERE DEL MATINO Ave Maria Picinina Che leva su a la matina Come dir e come far Ricordar e digiunar Andar zo a quela pileta De acoa santa benedeta Par lavarse man e viso Par ndar in paradiso. El paradiso ze un bel logo E l’ inferno ze tuto fogo. Data-maio 1999 Preghiera Executor: Luiz Moretti Presidente Associação Veneta Cerquilho, Tiete e Região- SP Ave Maria Picinina Che leva su a la matina Se lava man e viso Par ndar in paradiso. Paradiso ze bela cora Chi che va el se riposa A l’ inferno ghe ze bruta gente E chi che va resta par sempre. Data 16 agosto 1998 Vago in leto Gema Dalla Rosa Scritori Capela Fatima- Serafina Corrêa- RS Vago in leto, col me angelo perfeto, col me angelo de Dio, San Marco e San Matio, San Marco e San Gioani, al leto andarò, de levarme no so. Vu, Signor che savì, tante grassie min darì. Comunion e òio santo. Data- julho 1998 Saluto Frederico Morandi ( parte di mamma:Zabot) – in memorian Silva Jardim- Serafina Corrêa- RS Bona sera, son vegnù par parlar un p’o con vu ma se sì contento bona sera, che me sento. Data- julho 1998 Preghiera Orassion dela benedeta quaresima Deoclecia Candaten Marafon Silva Jardim- Serafina Corrêa- RS Segnor, fa cosa che possa par mi, San Piero me da par na man, San Gioan, me da par un det, un me fa l’inferno e un’altro in paradiso, in paradiso ga na bela cosa, se va e se riposa. Val pì compagno mio, tornerò pì indrìo, Orassion da Benedeta quaresima, dir o farla dir, te vegnarè in paradiso con mi |


Meus nonos eram pessoas simples e puras que viam Deus em todas as coisas. E assim eram todos os nossos nonos: simples, doces, coração grande, donos de uma bondade sem fim e de uma alegria que deixavam transbordar no abraço, no afeto, na convivência diária. Minha nona Julia, quase como todas as nonas, usava lenço no cabelo, que parecia inseparável, pois não lembro de tê-la visto sem. Usava sempre vestidos escuros e quando eu a olhava, ficava sonhando com vestidos cor de lua. Guardei na memória o longo caminho percorrido até o tanque, pois a água não chegava até a casa: grandes cestos cheios de roupa, tamancos de madeira, o suor escorrendo pela face. Buscar água no poço, depenar as galinhas que faziam as penas voarem como flocos de neve indo parar na cabeça, colorindo o inseparável lenço escuro.
E não posso esquecer meu nono Mauricio, porque ele lia pequenos trechos do Naneto Pipeta e a cada pequeno trecho me olhava, sorria e dizia: fao punto e basta. Então ele me olhava e ria um riso leve como interrogando se eu havia entendido o dialeto.