O profundo em fuga
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Setembro Me arrasta contigonos dias de setembro quando irei ao teu encontro sulcada de sonhos e cantando muda as confidencias da espera. Me arrasta nos crepúsculos lentos e alegres quando acenderei o branco dos olhos com fábulas que recordam as graças da aurora recantada nos sonhos, nina-nana muda, da manhã longinqua. Me arrasta com a impossível piedade de excesso de coração. aça eterna a minha noite os dedos espalhados na nuca dizendo adeus à saudade. Tu e eu na areia incendiada no vôo que Deus inveja. Febre 1 Mergulhe com pressaAté atingir-me todas as angústias. Nas minhas sobras na ternura do meu ultimo grito impregnado em cada poro de uma ardência que permanece. Quem sabe... Se eu pudesse viver todas as coisas sem sentir culpa por isso... Não usar da loucura para poder estar contigo.. Me chama!!! Sou a tua parte oculta a tua mesma parte esquerda que sente as vibrações dos músculos exatos e do desejo com perfume de bosque. Me chama!!! Com a força do beijo o doce dos olhos e uma febre só minha por audácia e direito de te dar até mesmo o que nunca tive. Me chame de puta com a boca retorcida que eu sei de memória o teu jeito e o que fica da tua palavra. Que escorra o meu sangue e todos os gestos desta carne contraída.. Mas te amar é ferida... Porque toda vez que alguma coisa queima existem os gestos medidos coração no horário e este teu sol ardendo muito e aquecendo excessivamente a lança que me abre em tortura lenta. Me chama!!! Me ensine a enlouquecer devagar, devagar, com a grande loucura do amor impossível. Só o que eu quero agora é que me chame lacerando a barreira da carne com olhar cúmplice roubado e me caia em cima por todos os lados na parte interna mais funda que eu arrisco e me lanço com ímpeto ao teu contato profano com gosto de crueldade e esplendor de luz estranha.
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